18.06.2025

Os millennials e a geração Z investem de outra forma: o que preferem em 2025

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Está em curso uma mudança importante no mundo do investimento. Os millennials e a geração Z estão a remodelá-lo ativamente. A sua influência crescente exige atenção direta. Estas gerações, digitais por natureza e movidas por valores próprios, estão a redefinir as prioridades de investimento. As normas tradicionais estão a ser ultrapassadas. Isto representa uma alteração profunda das próprias finanças.

Os investidores da geração Z e o investimento millennial são movidos pelo à-vontade tecnológico, por considerações éticas e por um desejo claro de criar riqueza de forma acessível e muitas vezes passiva. Essa mistura muda de raiz o futuro do capital. Este guia examina as suas preferências e oferece clareza precisa sobre o que lhes importa em 2025.

 

Perceber a mentalidade de investimento dos millennials

Os millennials, pioneiros do digital, adotaram cedo as plataformas em linha e a negociação pelo telemóvel. Lidam com à-vontade com soluções fintech e preferem investir por conta própria. Esse à-vontade vem em parte da crise financeira de 2008, um acontecimento que moldou a sua perceção do risco e corroeu a confiança nas instituições financeiras tradicionais. Procuram controlo sobre o seu destino financeiro.

As decisões guiadas por valores são primordiais para esta geração. A ascensão dos critérios ESG (ambiente, sociedade, governação) é um pilar da sua filosofia de investimento. Vão além do lucro puro e alinham ativamente os investimentos com as suas convicções. O foco é claro:

  • sustentabilidade
  • impacto social
  • governação das empresas

Para os millennials, um investimento tem de fazer bem, e não apenas render.

A busca de independência é um motor central. Sobrecarregados com empréstimos de estudo e a braços com sérias dificuldades de acesso à habitação, procuram liberdade financeira com urgência. A diversificação é para eles uma estratégia-chave, um escudo essencial contra as oscilações do mercado. Procuram de forma constante crescimento acessível e alargam o horizonte das ações tradicionais a novas classes de ativos. Isto inclui:

  • forte interesse por fundos de índice, fundos de investimento e carteiras diversificadas.
  • uma exploração precoce e prudente das criptomoedas e dos ativos alternativos, tateando terreno novo à procura de crescimento.

A ascensão dos investidores da geração Z: nativos digitais a mudar o jogo

Os investidores da geração Z são hiperdigitais. Investir é uma extensão da sua vida em linha. Exigem plataformas pensadas primeiro para o telemóvel, muitas vezes influenciadas por elementos de jogo e pelas redes sociais. O consumo rápido de informação e a atenção mais curta pesam diretamente na forma como encaram decisões financeiras. Rapidez e desenho intuitivo não se negoceiam.

O propósito supera muitas vezes o lucro puro. A geração Z mostra um compromisso mais fundo e mais marcado com o investimento ético. A ênfase que dão às alterações climáticas, à justiça social e a práticas empresariais transparentes é forte. Exigem aos produtos de investimento relatórios claros de impacto. Se um investimento não condiz com os seus valores, fica de fora.

A urgência da literacia financeira é evidente, mas os canais de aprendizagem são outros. Apoiam-se em fontes digitais para se formarem como investidores. Isto inclui:

  • YouTube, TikTok e comunidades em linha como fontes principais.
  • a influência dos pares, que faz nascer os «finfluencers» que moldam opiniões e estratégias.

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Captura de ecrã do TikTok, com mais de 3 milhões de publicações sob #investing

É um empreendimento tão social quanto financeiro.

A diversificação começa no primeiro dia. Lidam com grande à-vontade com criptomoedas, NFT e outros ativos digitais. O interesse por ações fracionadas e microinvestimento permite-lhes começar pequeno com exposição ampla. Estão mesmo a explorar novas fronteiras, sem as amarras dos velhos esquemas.

 

Principais preferências de investimento em 2025: pontos comuns e divergências

O domínio das finanças com tecnologia é inegável. É de esperar um crescimento continuado dos gestores automáticos e das análises com inteligência artificial. Uma utilização fluida e interfaces intuitivas não se negoceiam. A cibersegurança e a privacidade dos dados são preocupações máximas; uma falha pode estilhaçar a confiança num instante.

A busca incansável de ideias de rendimento passivo define boa parte da sua estratégia. Olham para lá dos dividendos tradicionais e exploram:

  • o yield farming, o staking e o crédito P2P (por exemplo, através de plataformas como a Loanch).
  • o desejo de fluxos de rendimento automatizados e de pouco esforço.
  • as rendas do imobiliário (diretamente ou através de fundos imobiliários e financiamento colaborativo).

Querem que o dinheiro trabalhe por eles, em silêncio e com eficácia.

Um compromisso cada vez maior com o investimento ético é claro. Não se trata apenas de evitar empresas «más»; trata-se de apoiar ativamente as «boas». Exigem transparência e indicadores de impacto verificáveis. O verniz verde não vai colar.

Diversificação e um olhar global são o normal. Investem além-fronteiras e entre classes de ativos, com aguda consciência dos riscos e oportunidades geopolíticos. As suas carteiras refletem um mundo ligado.

 

O que isto implica para o setor financeiro

O setor financeiro tem um mandato claro: adaptar-se ou arriscar tornar-se irrelevante. As preferências dos millennials e da geração Z não são sugestões; são exigências que estão a remodelar o futuro das finanças. As instituições têm de responder com agilidade e visão.

 

Adaptar a oferta de produtos

Desenvolver produtos que falem a estas gerações é essencial. Isso passa por criar veículos de investimento mais acessíveis e de baixo custo. A ênfase na acessibilidade e na facilidade de entrada é decisiva. Alargar os fundos conformes aos critérios ESG com relatórios transparentes já não é um requisito de nicho: é uma expectativa básica. Os investidores exigem ver como o seu dinheiro se alinha com os seus valores. Além disso, integrar ativos digitais nas carteiras correntes é uma necessidade. As criptomoedas, os NFT e outros ativos digitais vieram para ficar, e as instituições financeiras têm de oferecer caminhos seguros e regulados para os acolher.

Melhorar a experiência de utilização

Uma experiência de utilização superior é um fator-chave de diferenciação. Investir em aplicações móveis intuitivas e em ferramentas digitais personalizadas é indispensável. Estas gerações esperam interações fluidas, como as que conhecem das grandes plataformas tecnológicas.

Oferecer conteúdos formativos sólidos pelos canais que preferem — YouTube, TikTok e comunidades em linha — é crucial para chegar até elas e construir literacia financeira. Os velhos métodos de comunicação já não chegam.

Construir confiança

A confiança é o alicerce de qualquer relação financeira e tem de ser cultivada ativamente. A transparência nas comissões, no desempenho e nos relatórios de impacto não se negoceia. Custos escondidos ou operações opacas corroem depressa a confiança.

Responder às preocupações com a segurança e a privacidade dos dados tem de ser prioridade máxima. Uma única falha pode destruir anos de confiança. As instituições financeiras têm de demonstrar um compromisso firme com a proteção da informação dos clientes.

Desafios e oportunidades regulatórios

O cenário em mudança traz desafios e oportunidades na frente regulatória. Navegar por regras em evolução sobre ativos digitais exige envolvimento antecipado e compreensão. O setor tem de apoiar a inovação e, em simultâneo, garantir a proteção do investidor.

É um equilíbrio delicado, mas é ele que determina o ritmo e a direção da evolução financeira. Cumprimento e desenvolvimento com visão de futuro têm de andar de mãos dadas.

 

Conclusão: o futuro das finanças, moldado por uma nova geração

Os millennials e a geração Z estão a remodelar ativamente o mercado com as suas exigências próprias. Esta evolução é profunda. A viragem para estratégias de investimento mais éticas, integradas com a tecnologia e passivas é inegável. Tanto para as instituições financeiras como para os investidores, perceber estas preferências é indispensável para navegar no mundo do investimento de 2025 e para lá dele. Adapte-se, ou fique para trás.

 

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